Decido-o-quê? Decidofobia: o medo de tomar decisões importantes.

No conteúdo de hoje a gente vai falar sobre tomada de decisão e por que vez ou outra a gente fica postergando aquela decisão que literalmente pode mudar a nossa vida.

Se você não me conhece, meu nome é leticia Torgo, eu sou Analista Junguiana especialista em conhecimentos ancenstrais de astrologia, tarot e alquimia e eu to aqui pra te ajudar a confiar naquela vozinha que fica sussurrando no seu ouvido e que você fica ignorando com medo do que ela vai te dizer.

Vou te contar um segredo: essa voz quer que você viva uma vida extraordinária.

Por isso, hoje eu vou te explicar de onde vem esse nosso medo de tomar decisões.

Se você preferir assistir a este conteúdo em video, é só clicar na imagem abaixo:

O que é decidofobia?

A decidofobia é um termo utilizado para descrever o medo irracional, intenso e persistente de tomar decisões. Ela é considerada uma condição psicológica que pode afetar pessoas de todas as idades e historias.

Pessoas que sofrem de decidofobia podem sentir uma grande ansiedade e desconforto ao enfrentar situações que exigem escolhas, mesmo que sejam decisões simples do dia a dia.

Os sintomas da decidofobia podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem indecisão crônica, a ação de evitar responsabilidades que envolvam fazer escolhas, preocupação excessiva com as possíveis consequências das decisões e sintomas físicos como tremores, sudorese, taquicardia e dificuldade para respirar quando confrontados com a necessidade de decidir.

Mas antes de fazer um autodiagnóstico por aí e já colocar essa palavrinha no seu repertório para justificar a sua dificuldade em tomar decisões, é importante entender que muitas vezes a decidofobia possa ser confundida com traços de personalidade como uma simples indecisão ou procrastinação.

Só para deixar ainda mais claro, diferente da decidofobia, a indecisão é a incapacidade ou dificuldade em tomar uma decisão entre duas ou mais opções. Uma pessoa indecisa pode se sentir paralisada pela indecisão, incapaz de prosseguir com uma escolha definitiva, muitas vezes devido a:

  • Falta de informação
  • Medo de cometer erros
  • Expectativas excessivas
  • Incapacidade de priorizar
  • Pressão externa
  • Ou ainda perfeccionismo.

Já a procrastinação é o ato de adiar ou atrasar intencionalmente a realização de uma tarefa ou obrigação, muitas vezes em favor de atividades mais agradáveis, menos desafiadoras ou menos importantes. É um comportamento que envolve evitar enfrentar uma tarefa específica, mesmo quando essa tarefa é importante ou urgente.

A gente procrastina:

  • Para evitar o desconforto
  • Porque queremos fazer uma tarefa de forma perfeita e isso pode nos paralizar
  • Por falta de motivação, ou seja, o motivo que nos leva à ação,
  • Por dificuldade de concentração para iniciar ou concluir uma tarefa
  • Por subestimar o tempo necessário, o que faz a gente procrastinar antecipadamente porque acreditar que não teremos tempo suficiente para realizar uma tarefa
  • Ou ainda para evitar o fracasso.

Embora procrastinar possa proporcionar um alívio temporário do estresse ou desconforto associado a uma tarefa, ela geralmente resulta em sentimentos de culpa, ansiedade e estresse no longo prazo. Além disso, pode levar a consequências negativas, como prazos perdidos, trabalho de baixa qualidade e problemas de saúde mental.

Superar a procrastinação envolve desenvolver estratégias para gerenciar o tempo de forma eficaz, enfrentar o desconforto associado às tarefas desafiadoras, definir metas realistas e encontrar formas de aumentar a motivação e a concentração. Isso pode incluir técnicas como quebrar tarefas em etapas menores, estabelecer prazos pessoais, criar um ambiente de trabalho produtivo e recompensar-se pelo progresso realizado.

Agora, voltando à decidofobia…

Embora cada pessoa possa experimentar esse medo de maneira única, existem algumas explicações científicas fundamentais que podem ajudar a gente a entender essa fenomenologia.

Estudos em neurociência sugerem que o medo de tomar decisões pode estar ligado a uma interação complexa entre diferentes áreas do cérebro. Por exemplo, o córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio e tomada de decisões, pode entrar em conflito com o sistema límbico, onde são processadas as emoções, como o medo. Quando há uma dissonância entre essas regiões, pode surgir uma hesitação ou medo em relação às decisões.

Já a psicologia sugere que experiências passadas de falha, críticas ou consequências negativas podem condicionar a gente a associar a tomada de decisões com riscos ou ameaças. Esse condicionamento pode resultar em uma aversão ao processo de decidir, por conta do medo de repetir experiências negativas.

Diferente da indecisão ou da procrastinação, a decidofobia traz um medo paralisante e muitas vezes tem conexão à aversão à perda, estresse e ansiedade.

A teoria da aversão à perda, proposta por Daniel Kahneman e Amos Tversky, sugere que a gente tende a valorizar mais evitar perdas do que alcançar ganhos equivalentes.

Em outras palavras, é como se a gente preferisse não correr o risco de perder cem reais ao invés de correr o mesmo risco para ganhar estes mesmos 100 reais.

O medo pode surgir da percepção de que uma decisão errada resultará em uma perda significativa, levando à hesitação ou ao ato de evitar escolhas.

E isso, claro, nos deixa em uma vida mediana ou mediocre.

Cientificamente falando, o estresse e a ansiedade também têm sido associados a dificuldades na tomada de decisões. Quando uma pessoa está sob grande pressão emocional, cognitiva ou situacional, sua capacidade de avaliar informações e escolher uma opção pode ser comprometida. Isso pode levar a um estado de indecisão motivado pelo medo de tomar a decisão errada em um momento de vulnerabilidade.

Em resumo, a decidofobia é uma condição distinta que pode causar um impacto significativo na vida cotidiana e nas relações interpessoais das pessoas que recebem esse diagnóstico.

A boa noticia é que, assim como a indecisão e a procrastinação, a decidofobia tem cura. O tratamento geralmente envolve terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia, técnicas de relaxamento e, em alguns casos, medicamentos prescritos por um profissional de saúde mental.

Eu aposto que você está ai tentando descobrir em que caso você se encaixa, certo?

Vale ressaltar que um profissional é sempre a pessoa mais indicada para te oferecer um diagnóstico.

Ainda assim, mais do que um alerta, este conteúdo é um provocador para você realmente fazer uma autoanáise e ver o que está verdadeiramente acontecendo na sua vida.

Muitas vezes, a gente sabe exatamente o que precisa ser feito e só não faz porque sabe que isso vai gerar mudanças significativas em nossas vidas e não nos sentimos prontos a nos responsabilizar por isso.

Por isso, responsabilize-se. A vida é sua e como diria Carl Jung, “você não é o que te acontece, mas sim aquilo que escolhe se tornar.

Se você quiser saber como eu trabalho, eu te convido a vir aqui e conhecer meus atendimentos.