Quem nunca ouviu falar no livro “Mulheres que correm com os lobos”?

Amado por algumas mulheres, odiado por outras e ainda ignorado por muitas, este livro que foi publicado pela primeira vez em 1992, quando eu tinha apenas 12 anos de idade, se tornou um best-seller e um clássico da literatura feminina traduzido para mais de 35 idiomas.

Esta é uma série de videos especial que criei sobre cada capítulo do livro Mulheres que correm com os lobos para que você conheça, reconheça, relembre ou ainda se transforme através das palavras da doutora Clarissa Pinkola Estés.

Se você ainda não tem este livro e deseja seguir a leitura acompanhando os capítulos por aqui, você pode adquirir a edição especial em capa dura aqui.

Nesse conteúdo introdutório, eu vou compartilhar um pouco da minha conexão com o livro e também tudo o que você precisa saber sobre Mulheres que correm com os lobos antes de oficialmente entrar em cada capítulo comigo.

O meu primeiro contato com Mulheres que Correm com os Lobos foi depois dos 40 anos de idade. Praticamente ao mesmo tempo em que estava abandonando uma carreira de sucesso na área cultural para me dedicar completamente à astrologia e ao tarot. Eu li cada capítulo com um grupo de mulheres em Montreal, onde morava no Canada, grande parte das vezes com o fogo de uma lareira crepitando perto de nós.

Nos últimos anos, indiquei histórias do livro para diferentes consulentes nas mais variadas situações. Muitas mulheres tinham inclusive o livro em casa, mas nunca tinham efetivamente lido ele por completo. Em alguns casos, eu sugeria que começassem a usar o livro como um oráculo, abrindo de forma aleatória e lendo uma ou duas frases como uma mensagem intuitiva.

Para muitas pessoas, ele não é um livro fácil. Para mim, ele tem um tempo certo para ser lido por cada pessoa.

Como eu tinha apenas a versão digital, pedi para uma amiga trazer do Brasil a edição especial em capa dura. E claro, quando me mudei do Canada para a Italia, trouxe o livro comigo. Desde então, leio e releio de diferentes formas e em diferentes momentos, me surpreendendo com as cores de canetas que utilizo para sublinhar diferentes passagens de acordo com o momento em que estou vivendo.

Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem ” foi escrito por Clarissa Pinkola Estés.

Estés é uma renomada psicanalista junguiana, autora e contadora de histórias norte-americana. Ela nasceu em 27 de janeiro de 1945 em Indiana, nos Estados Unidos.

Seu nome começou a ganhar fama quando ela trabalhou em uma rádio de Denver falando de Jung em 1989.. Isso gerou para ela um contrato com uma gravadora para lançar fitas cassete com seu ponto de vista e em alguns meses, suas fitas se tornaram campeãs de vendas no país.

Após todo esse sucesso, as editoras de livros começaram a se interessar por Clarissa e em alguns meses diversas editoras começaram a fazer ofertas por um livro seu.

Esse foi seu primeiro livro e ele foi também um grande sucesso, tendo ficado cerca de 70 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Estés tem um doutorado em Psicologia Clínica pela University of Colorado e, ao longo de sua carreira, trabalhou como psicanalista junguiana, professora universitária e terapeuta clínica.

No momento em que publico este texto, ela tem 78 anos e continua fazendo eventos. Vale a pena inclusive acessar o seu site para dar uma olhada e se inscrever na newsletter.

O que poucas pessoas sabem é que Mulheres que correm com os lobos também é um reflexo da própria história de vida de Clarissa. Ela é filha de Cepción Ixtiz e Emilio Maria Reyés, de ascendência mexicana e das primeiras nações americanas. Seus pais eram trabalhadores braçais e viviam próximos à divisa com o Michigan.

Aos 4 anos de idade, ela foi colocada para adoção e um casal de imigrantes húngaros, Maruska Hornyak e Joszef Pinkola, também muito pobres, a adotaram.

Tendo convivido alguns anos com seus pais de origem mexicana/nativa americana e com pais adotivos imigrantes Estés teve acesso a muitas histórias, lendas e mitos de outros povos, que eram compartilhados com ela sobretudo de forma oral.

É aí que Estés torna-se conhecida por sua abordagem única e acessível à psicologia, combinando sua formação acadêmica com o  resgate de tradições culturais.

Além de “Mulheres que Correm com os Lobos“, Estés escreveu outros livros, ministrou palestras e workshops em todo o mundo e continua a ser uma voz influente na exploração da psicologia feminina, do feminismo e do empoderamento das mulheres.

Estés é uma figura respeitada e admirada por muitas pessoas que buscam uma compreensão mais profunda da psicologia feminina e da jornada das mulheres em direção à autenticidade e à realização pessoal.

E esta série é uma homenagem aos seus escritos.

Tá, Let, mas e o livro?

Mulheres que Correm com os Lobos é estruturado em torno da análise de diversos contos de fadas, lendas e histórias populares de várias culturas ao redor do mundo, todos eles tendo em comum o tema da mulher selvagem.

A autora utiliza essas histórias como metáforas para explorar o inconsciente feminino, os arquétipos e os instintos naturais das mulheres.

Sendo astróloga e taróloga, eu não posso deixar de ressaltar o fato de que no fim das contas, estamos sempre trabalhando com símbolos. E é justamente por isso que é tão importante perceber o quanto estas histórias ancestrais seguem se repetindo em nossas vidas.

Mas de onde vêm os lobos que dão origem ao título do livro?

De acordo com Estés, lobos, coiotes, ursos e mulheres rebeldes têm reputações semelhantes.

Todos eles compartilham arquétipos instintivos que se relacionam entre si e, por isso, têm a reputação equivocada de serem cruéis, inatamente perigosos, além de vorazes.

Estés usa a metáfora do lobo como um símbolo da mulher selvagem que habita dentro de todas nós. É assim que ela chama uma parte instintiva e primal que foi domesticada e reprimida ao longo do tempo.

Os lobos e as mulheres são profundamente intuitivos e têm grande preocupação com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. No entanto, as duas espécies foram perseguidas.

Para Estès é essencial para as mulheres se reconectarem com essa parte de si mesmas para alcançarem a autenticidade e a realização pessoal.

E a psicologia? Onde ela entra nisso tudo?

Para Estes, a teoria psicológica tradicional se esgota rápido demais para a mulher criativa, talentosa, profunda. A psicologia tradicional é muitas vezes lacônica ou omissa quanto a questões profundas para as mulheres: o aspecto arquetípico, o intuitivo, o sexual e o cíclico, as idades das mulheres, o jeito de ser mulher, a sabedoria da mulher, e o nosso fogo criador.

Quando perdemos contato com essa tal psique instintiva, vivemos em um estado de destruição parcial, ficamos esterilizadas e nossos instintos e ciclos naturais são perdidos porque acabamos nos subordinando à cultura, ao intelecto ou ao ego – de nos mesmas e dos outros.

Mesmo a mulher mais reprimida tem uma vida secreta, com pensamentos e sentimentos ocultos que são exuberantes e selvagens, ou seja, naturais.

Para Estés, uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo: robusta, plena, com grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela delimita territórios, encontra sua matilha, ocupa seu corpo com segurança e orgulho, independente dos dons e limitações desse corpo, fala e age em defesa própria, recorre aos poderes da intui≈ão,conhece seus ciclos e tem o máximo de consciência possível.

Ela é ideias, sentimentos, impulsos e recordações. Ela é tudo que nos mantem vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é visceral. 

Ela ficou perdida e esquecida por muito muito tempo.

Ela é a voz que diz “Por aqui, por aqui”.

É assim que Clarissa Pinkola Estes usa o ingrediente mais fácil e mais acessível para a cura: as histórias. As Histórias são mais antigas do que a arte e a psicologia. Contar ou ouvir histórias conecta seres humanos através do tempo e do espaço.

E são justamente estas histórias que a gente vai ver nesta série de vídeos.

Capítulo 1 – La Loba

Capítulo 2 – Barba Azul:

Capítulo 3 – Vasalisa:

Capítulo 4 – Manawee:

Capítulo 5 – Mulher Esqueleto

Capítulo 6 – Patinho Feio:

Capítulo 7 – La Mariposa:

Capítulo 8 – Sapatinhos Vermelhos:

https://www.youtube.com/watch?v=aSIeHVGL3uk

Capítulo 9 – Pele de Foca:

Capítulo 10 – Menininha dos Fósforos:

Capítulo 11 – Baubo:

Capítulo 12 – O Urso da Meia Lua

Capítulo 13 – Cabelos de Ouro

Capítulo 14 – Donzela sem Mãos

Capítulo 15 e Prólogo Final

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Se esse é seu primeiro contato comigo, AQUI você pode saber mais sobre mim e sobre meu trabalho com a astrologia e com o tarot, como acontecem minhas consultas e cursos online com inscrições abertas.

E assim, seguiremos juntas nesta busca de transformar chumbo em ouro.