Será que a vida está falando com você através de símbolos e você está ignorando as mensagens que recebe do universo?

O que são símbolos?

Os símbolos têm uma longa história e um papel significativo em várias áreas da vida humana. Eles desempenham um papel fundamental na comunicação e na linguagem, permitindo a transmissão rápida e eficaz de ideias, conceitos e informações entre pessoas de diferentes culturas e contextos.

Os símbolos têm suas origens em tempos pré-históricos, quando os seres humanos começaram a representar ideias, conceitos e fenômenos naturais por meio de desenhos e figuras.

Ao longo da história, as sociedades desenvolveram símbolos específicos que refletem suas crenças, valores, tradições e identidade cultural.

E por mais que a gente seja cercado de símbolos por todos os lados, eles têm muito mais importância do que a gente imagina. Quando a mente explora um símbolo, é conduzida a ideias que estão fora do alcance da nossa razão.

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Quem foi Carl Gustav Jung?

Carl Gustav Jung, o renomado psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, tinha uma visão profunda e abrangente sobre os símbolos. Jung via os símbolos como ferramentas essenciais no processo de individuação, que é o processo de tornar-se consciente do self verdadeiro e único.

Ele acreditava que os símbolos contidos nos sonhos, fantasias e na nossa imaginação são capazes nos ajudar a integrar aspectos inconscientes da psique, promovendo nosso desenvolvimento pessoal e espiritual.

Para Jung, os símbolos atuam como pontes entre o consciente e o inconsciente, facilitando a comunicação e a compreensão de aspectos ocultos da psique… como se a vida estivesse falando com a gente.

Quando a gente explora e interpreta os símbolos presentes nos sonhos, mitos e na nossa imaginação, podemos ganhar insights profundos sobre o self e o mundo interior.

Observar os simbolos que nos cercam com mais presença é perceber que a vida está conversando o tempo todo com a gente, como se estivesse criando uma trama a nosso favor.

Muita gente chama isso de intuição. Outras pessoas chamam de sincronicidade ou ainda coincidências.

Só que existe uma grande diferença entre elas.

A Intuição

A intuição é uma forma de conhecimento ou compreensão que não depende do nosso raciocínio lógico ou da análise consciente. Ela é uma capacidade humana de perceber ou compreender algo instantaneamente, sem a necessidade de um processo consciente ou deliberado de pensamento. A intuição surge como um insight ou sentimento interior que parece vir de uma fonte subconsciente ou inconsciente.

A intuição pode se manifestar de várias maneiras, como um pressentimento, uma sensação de certeza ou uma percepção sutil. Ela pode acontecer em situações cotidianas, como tomar uma decisão, resolver um problema ou avaliar uma pessoa ou situação. Muitas vezes, a gente descreve a intuição como uma “voz interior” que não pode ser explicado inteiramente pela razão ou pela lógica.

A coincidência

Já uma coincidência é um evento que acontece de maneira casual e “aparentemente” fortuita, sem que haja uma relação de causa e efeito “clara” entre os eventos envolvidos. É quando dois ou mais eventos acontecem ao mesmo tempo ou de maneira próxima no tempo e espaço, sem que haja uma “conexão óbvia” entre eles.

As coincidências podem variar em grau de significância e podem ser percebidas de maneiras diferentes por pessoas diferentes. Alguns exemplos comuns de coincidências incluem encontrar alguém inesperadamente em um lugar fora do comum, pensar em uma pessoa e encontrá-la logo depois, ouvir uma música em todos os lugares que você vai em um mesmo dia, entre outros. Aliás, eu te convido a deixar ai nos comentários alguma coincidencia incrivel que já tenha acontecido com você.

Embora as coincidências sejam frequentemente vistas como eventos “aleatórios” e “sem significado” aparente, elas também podem ser percebidas como significativas ou até mesmo como indicativas de uma ordem subjacente ao universo. Muita gente acredita que certas coincidências podem ser sinais, mensagens ou sincronias que têm algum tipo de significado pessoal, espiritual ou simbólico.

O interessante desta história é pensar que isso elimina a possibilidade do acaso ou ainda do azar. Afinal, como diria Marco Aurelio, “Nada acontece ao homem que não seja próprio do homem“. As coisas não vem para nós por engano, elas vêm porque têm um endereçø certo. A vida é toda simbolica… e as vezes, pedagogica. A gente só precisa aprender a ler.

E aí a gente fecha essa história voltando para a importância do simbolo e trazendo o significado da sincronicidade, conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung.

A sincronicidade

Para Jung, a Sincronicidade é a ocorrência de eventos aparentemente coincidentes que não têm uma relação causal óbvia, mas que estão conectados por significados subjacentes ou por uma relação de significado entre eles. Em outras palavras, a sincronicidade é a coincidência significativa de eventos que não podem ser explicados apenas pela causalidade tradicional.

Para Jung, a sincronicidade representa uma dimensão da realidade que vai além da explicação puramente materialista e racional. Ele acreditava que os eventos sincronísticos eram manifestações de uma ordem subjacente e significativa do universo, que refletia a interconexão entre o mundo exterior e a psique humana.

É interessante saber também que Jung dizia que as sicronicidades não aconteciam com aqueles que não são capazes de acreditar nela. Não quer uma sincronicidadezinha ai pra trazer uma mensagem importante do universo para você? Tudo bem, o universo se cala e vida que segue.

Jung começou a explorar profundamente a ideia de sincronicidade durante sua colaboração com o Físico teórico e pesquisador austríaco Wolfgang Pauli nos anos 1930.

Após um divórcio e o suicídio da mãe, wolfgang Pauli passou por uma crise pessoal.

Em janeiro de 1932 Pauli consultou Jung que também morava perto de Zurique. Jung imediatamente começou a interpretar os sonhos de Pauli, mas este começou a criticar cientificamente a epistemologia da teoria de Jung, e isso contribuiu para um certo esclarecimento das ideias de Jung, especialmente sobre a sincronicidade.

Muitas dessas discussões estão documentadas nas cartas entre os dois. Alias, a elaborada análise de Jung de mais de 400 sonhos de Pauli pode ser vista no livro Psicologia e Alquimia.

Em 1933, Pauli publicou a segunda parte de seu livro sobre Física, Handbuch der Physik, que foi considerado o livro definitivo sobre o novo campo da física quântica. De acordo com Robert Oppenheimer o livro deveria ser considerado “a única introdução adulta à mecânica quântica”

A sincronicidade desafia a visão de mundo estritamente materialista e sugere que há uma ordem subjacente ao universo que não pode ser completamente compreendida pela razão e pela lógica.

Para Jung, a sincronicidade é uma parte essencial da experiência humana e uma indicação da existência de um aspecto mais profundo e misterioso da realidade.

Mas afinal, quais seriam os indícios de sincronicidades?

Primeiro: acontecimentos repetitivos. Sabe quando sua vida parece repetir padrões? Quando você anda, anda e volta sempre para o mesmo lugar? Pode apostar, tem alguma mensagem para você ai e enquanto você não enxergá-la, este evento vai se repetir na sua vida. Acontecimentos repetitivos tendem a indicar algo que você está se recusando a aprender. Por isso, é bom abrir os olhos.

Segundo: pessoas que a gente atrai pra nossa vida. Imagine que todas as pessoas que entram na sua vida foi porque você chamou. Como você se sente ouvindo isso? As pessoas ao nosso redor trazem exatamente aquilo que a gente precisa aprender. Aliás, eu te convido a assistir o video sobre a Sombra que compartilhei aqui no canal para saber ainda mais sobre isso.

Terceiro: as provas que a vida oferece. Quando você sabe que um acontecimento é uma prova, você fica muito mais tranquilo. Olhar para as provas como simbolismos da vida faz com que nossa existência se torne mais leve. Jung dizia que o dragão só aparece quando a gente chega suficientemente perto do portal. Ou seja, as provas que a vida oferece são a prova de que estamos no caminho certo.

Quarto: conhecimentos que aparecem quando a gente nem imaginava que precisava deles ou palavras ouvidas de alguem na hora certo. Pra isso, basta olhar como funciona o oráculo ou o tarot… ou ainda abrir aleatoriamente na página de um livro e receber exatamente aquela mensagem que você tanto precisava. Sabe quando chega aquela newsletter no seu inbox e você chega a sentir necessidade de responder de volta dizendo que aquelas palavras cairam como uma luva? Aliás, já te convido a se inscrever na minha newsletter semanal no link na descrição do video.

Quinto: portas que se fecharam pelo caminho. Sabe aquela situação que te deixou triste, frustrada ou arrasada porque ela não aconteceu? Basta passar um tempo que você já é capaz de perceber por que aquela porta não se abriu para você. Ela simplesmente não tinha que se abrir. Essa sincronicidade remete muito à frase de que Deus escreve certo por linhas tortas. Aliás, e se Deus fosse simplesmente um sinônimo para sincronicidade? Você ouve quando ele fala com você?

Sexto: experiencias alheias que antecipam nossas proprias experiencias. Para mim que trabalhei por muitos anos na area cultural, sobretudo com o teatro, conhecer a historia do outro ou ainda ter contato com um fato do passado de alguem nos ajuda a prever nossas proprias experiências. Simbolicamente aquela historia se torna nossa propria historia. Por isso, é tão importante e interessante aprender não só sobre o passado como ouvir os mais velhos com sabedoria, ensinamento que a gente aprender com as primeiras nações.

Setimo: um elogio quando a gente mais precisa. Sabe quando você está se sentindo o coco do cavalo do bandido e de repente alguém fala exatamente aquilo que você precisava para levantar sua moral, aumentar sua autoestima e dar a volta por cima? Pois é. Ou ainda quando você tem a sensação de que podia estar fazendo mais, de que não fez o suficiente e que exatamente neste momento alguém vem te agradecer com a frase “graças a você…”Esses momentos acontecem para nos despertar para nosso verdadeiro valor, como um sopro de vida.

Olhando assim, sincronicidade é quando as linhas da vida se embaraçam por um pequeno instante antes de voltar à rota normal e seguir caminho. Se você observa com carinho estes pequenos cruzamentos, seu subcosciente, a vida, o universo, o cosmo, a natureza ou deus, fala com você.

Publicado postumamente em 1952, o livro “Sincronicidade: Um Princípio de Conexão Acausal” é uma leitura importante se você quiser explorar mais a fundo as ideias de Jung sobre a natureza da realidade, a interconexão entre os eventos do mundo e a psique humana. O livro oferece uma visão fascinante e provocativa sobre um aspecto fundamental da experiência humana que desafia as fronteiras da explicação científica tradicional.

Depois de chegar até aqui, que tal perguntar para a vida, agora, a resposta que você precisa neste momento. Depois, por um tempo, observe atentamente a vida falando de volta com você. E claro, volta aqui, para me contar como foi.

Afinal, “Os símbolos são a linguagem da alma.” – CJ.

Quer saber como funcionam meus atendimentos? É só clicar AQUI.