Planeta regente do signo de Escorpião na astrologia contemporânea (F. Brunhübner), Plutão representa as grandes mudanças de eras geológicas e das espécies, as profundezas da matéria, o mundo atômico, a conquista do espaço, do laser e da cirurgia do coração.

Seus efeitos aparecem de forma inesperada assim como Urano e Netuno, mas contrariamente a estes dois, sua influência é, na maior parte das vezes, benéfica pois vem junto com um elemento de justiça.

Descoberto em 1930 quando transitava pelo sigo de Câncer, ele leva de 16 a 20 anos para mudar de signos e, portanto, traz muitas informações geracionais. Plutão está no signo de Capricórnio desde 2008 trazendo todo um aprendizado sobre estruturas e o que nos mantém (ou não) de pé. Em Março de 2023 ele passa para o signo de Aquário.

Para a astrologia analítica, Plutão é o príncipe das trevas, símbolo das profundezas e das sombras da nossa psiquê. Justamente por isso, é conhecido de forma popular como o planeta da transformação, do renascimento e da morte.

Plutão no mapa nos convida a um alhinhamento do “eu” e à busca de verdades profundas do ser.

HENDRICK GOLTZIUS, PLUTON. 1594. Musée de Beaux Arts du Canada.



Também pode representar um lugar que armazenamos memórias subconscientes do passado – dores e mágoas – que precisamos nos purificar. Uma boa integração de Plutão nos convida a reflexões profundas sobre o ego ou, como diria Carl Jung “a primeira metade das nossas vidas é dedicada a formar um ego saudável, a segunda metade é dedicada a se voltar para dentro e se livrar dele”.

Em que casa e signo está Plutão em seu mapa natal?

📚 Ref. Dictionnaire des Symboles – Jean Chevalier e Alain Cheerbrant
📸 HENDRICK GOLTZIUS, PLUTON. 1594. Musée de Beaux Arts du Canada.

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