Glassco Translation Residence: Day #2

Dia 2.

Acordei em Tadoussac.

Não era um sonho.. apesar de ter tido muitos ao longo da noite.

No caminho entre a sala e a cozinha, me perguntam o que achei da cama.

Tive vontade de utilizar adjetivos em português para dizer como estava feliz, mas não queria parecer uma criança.

Eu me sentia uma criança.

Quando você acorda, por mais poliglota que acredite ser, os adjetivos em outros idiomas ainda dormem em algum lugar da sua cabeça.

À minha frente, uma praia de rio.

Aqui, a palavra “praia” ganha novos sentidos.

E tudo bem.

Fui caminhar na areia.

Molhei os pés.

Percebi que a cada 8 segundos, os ossos começavam a doer.

Precisava tirar os pés da água.

E depois voltar.

Vi focas.

Voltei para o que chamo de “lar”.

Limão com água quente.

Um café forte.

Pão com manteiga. Nem esquentei.

Escolhi a melhor vista da “praia”.

Uma cadeira de balanço, duas almofadas sobre as pernas e meu laptop.

Hora de começar a tradução…

…e de olhar vez ou outra pela janela.

Parece surrealismo, mas, aqui, uma baleia pode cruzar seu caminho enquanto você digita.

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